Inclusão não é presença. É participação, aprendizagem e resultado.
Um modelo para que cada criança com deficiência ou autismo aprenda de verdade na classe comum, com plano individual, comunicação alternativa, professor apoiado e resultados medidos. Começando por 8 escolas públicas do Distrito Federal.
Toda criança é matriculada e pertence à classe comum. O apoio vem até ela, na medida da necessidade.
O Brasil já colocou quase todos os estudantes com deficiência na sala comum. O desafio agora é garantir que eles aprendam ali. Esta proposta organiza o apoio que falta, unindo escola, família, tecnologia e saúde em torno de um mesmo plano.
Um plano individual (PEI) que funciona no dia a dia, com metas e revisão com a família
Comunicação alternativa como direito, para que toda criança tenha voz
Professor nunca sozinho: coensino e profissional de apoio formado
Resultados medidos, públicos e transformados em lei
1 planopara cada criança, construído junto com a família e revisado a cada semestre.
O problema
Estar na sala comum não garante aprender.
Faltam profissionais formados, um plano usado no dia a dia, tecnologia assistiva no currículo e acompanhamento do que cada estudante aprendeu.
96%
dos estudantes da educação especial, de 4 a 17 anos, estão em classes comuns.
45,8%
deles também frequentam turmas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Mais da metade não frequenta.
918 mil
estudantes autistas matriculados em 2024, alta de 44,4% em relação a 2023.
Desde 2025
O plano individual já é obrigatório. Falta fazê-lo funcionar.
Os Decretos 12.686 e 12.773, de 2025, tornaram obrigatório o PEI, exigiram 360 horas de formação para o professor de AEE e 180 horas para o profissional de apoio, e garantiram o apoio sem depender de laudo. Esta proposta mostra como colocar isso em prática na escola e pede que o resultado vire lei distrital.
Hoje escola, família, saúde e tecnologia trabalham separadamente. No modelo, todas se conectam ao mesmo plano individual, com metas compartilhadas e uma pessoa de referência para a família.
Cada pilar responde a uma falha concreta da rede. Juntos, formam um sistema que pode ser medido, corrigido e transformado em política permanente.
01
PEI vivo e digital
Plano individual padronizado na rede, com metas mensuráveis e acesso para família e equipe.
Revisão a cada semestre com a família presente
Protocolo de crise no PEI, sem castigo, isolamento ou contenção física, salvo risco imediato
02
AEE fortalecido e coensino
Centros-Polo com equipes multiprofissionais apoiam as escolas e o professor regente.
Hora paga de planejamento conjunto
Formação dentro da sala de aula
03
Tecnologia assistiva e CAA
Tablets, comunicadores e comunicação alternativa como parte do currículo.
Avaliação de comunicação para todo estudante não verbal
Formação de professores e famílias
04
Classe comum com apoio intensivo
A criança fica na turma e recebe apoio temporário quando precisa, com prazo e metas.
Um profissional de apoio para cada 2 ou 3 estudantes
Sala de regulação sensorial em cada escola
05
Dados, transparência e resultado
Acompanhamento acadêmico, social e funcional, com painel público anonimizado.
Relatório semestral para cada família
Avaliação independente por universidade
06
Cuidar de quem cuida
Apoio a professores, profissionais de apoio e famílias, porque a inclusão depende de quem está com a criança todo dia.
Vínculo estável e salário digno
Treinamento parental, grupos de apoio e respiro
Situações de risco imediato
Quando houver risco imediato à integridade da criança ou de outras pessoas, a escola seguirá um protocolo de segurança aprovado em lei distrital, construído com a comunidade escolar, os profissionais e as famílias. Ele define quem pode intervir, o que é permitido, o registro de cada ocorrência, a comunicação à família no mesmo dia e a revisão do PEI.
Na prática
Todos aprendem juntos. O apoio muda de nível, a turma não.
UniversalRotina visual, materiais adaptados e planejamento acessível para toda a turma.
AcomodaçõesTempo adicional e ajustes de avaliação para TDAH, dislexia e necessidades pontuais.
Apoio contínuoProfissional de apoio, comunicação alternativa, coensino e AEE no contraturno.
Apoio intensivo temporárioPlano com metas e prazo, equipe do Centro-Polo e revisão a cada 3 meses.
Eu quero…
lerpintarbrincaráguapausaajuda
Comunicação alternativa
Toda criança tem voz. Às vezes ela está num tablet.
Muitas crianças autistas não verbais se comunicam com pranchas de símbolos e aplicativos de CAA. O modelo trata isso como parte do currículo, não como projeto temporário.
Comunicadores e CAA
Tablets com aplicativos de comunicação, avaliados para cada estudante.
Livros acessíveis
Leitura com símbolos, áudio e materiais adaptados ao nível de cada um.
Rotina visual
Agendas e cronômetros visuais que dão previsibilidade e reduzem crises.
Formação para usar
Professores e famílias aprendem a usar o comunicador no dia a dia.
Projeto piloto no Distrito Federal
Começar pequeno, medir tudo e transformar em lei.
O piloto fortalece a rede que o DF já tem, com seus Centros de Ensino Especial atuando como Centros-Polo de apoio às escolas comuns. Escolas semelhantes fora do piloto servem de comparação.
8escolas públicas em diferentes regiões
24 mesesem quatro fases, com avaliação independente
240 a 400estudantes da educação especial atendidos
R$ 5,9 a 10,9 miestimativa preliminar para os 24 meses
Meses 1 a 3
Preparação
Adesão das escolas, linha de base, PEI digital, contratação e formação inicial.
Meses 4 a 6
Implantação
PEI para todos, coensino iniciado, avaliações de comunicação e salas de regulação.
Meses 7 a 18
Operação
Apoio em níveis, revisões semestrais, formação em sala e painel de resultados.
Meses 19 a 24
Avaliação e lei
Relatório independente, proposta de lei distrital e plano de expansão.
Quem faz o apoio: modelo misto
De 48 a 80 profissionais de apoio. Metade vem da própria rede (monitores e educadores sociais), com formação de 180 horas e complemento mensal. A outra metade é formada por novos contratados, que recebem a formação antes de começar e têm supervisão mensal.
Regra contra a sobrecarga
No máximo 2 a 3 estudantes por profissional, sem acúmulo de funções e com formação dentro da jornada. Onde isso não couber, a vaga vai para um novo contratado.
Leia o resumo da proposta
Versão 2, de outubro de 2026: o problema, os seis pilares, o piloto no DF e o que pedimos, em poucos minutos de leitura.
“O Lucas é a minha inspiração. Mas o objetivo é que todas as crianças tenham o direito de aprender, evoluir e se comunicar plenamente.”
Sou Thaianne Kelly Pereira da Silva, nascida no Gama, no Distrito Federal, onde vivi a realidade da escola pública. Sou mãe do Lucas, um menino autista com nível de suporte 2. Moro hoje nos Estados Unidos e mantenho vínculos profundos com Brasília.
O que aprendi com o modelo de Utah:plano individual obrigatório e revisado com metas, criança o mais próxima possível da turma comum, coensino e equipes na escola. E a lição dos retrocessos: serviço que depende de governo pode ser cortado. Por isso, lei e orçamento permanentes.
Thaianne Kelly Pereira da SilvaIdealizadora · iniciativa independente, sem vínculo com órgãos públicos
Biblioteca inclusiva
Leituras, ferramentas e respostas.
Referências para começar. As recomendações não substituem avaliação pedagógica individualizada.
LivroUniquely Human, Barry M. PrizantComportamento como comunicação, para profissionais e famílias.
LivroO que me faz pular, Naoki HigashidaO autismo contado por um jovem autista.
LivroDez coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesseExplicação simples e afetuosa do comportamento.
FerramentasProloquo2Go, rotina visual e Time TimerComunicação alternativa, previsibilidade e transições mais tranquilas.
Este projeto substitui o AEE?
Não. O projeto fortalece e estrutura o AEE com recursos, formação continuada, tecnologia e padrões claros de atuação, incluindo o coensino na sala comum.
Como as famílias participam?
Na elaboração e na revisão semestral do PEI, em formações sobre comunicação alternativa, no comitê gestor do piloto e recebendo um relatório de progresso a cada semestre.
Qual é o status da proposta?
Foi enviada em 2025 a órgãos do governo federal, do Governo do Distrito Federal e do Legislativo, e atualizada em outubro de 2026. Ainda não foi aprovada. Este site divulga a proposta e busca apoio para sua implementação.
Por que começar pelo Distrito Federal?
O DF já tem Centros de Ensino Especial, salas de recursos e uma gestão unificada, o que permite testar o modelo, comparar com outras escolas e replicar em outros estados.
Como garantir que o projeto continue?
Transformando o que funcionar em lei distrital e orçamento permanente, com equipes estáveis, sistemas digitais e resultados públicos.
E o uso de contenção física?
Castigo, isolamento e contenção física são proibidos fora de risco imediato. Em risco imediato, aplica-se o protocolo de segurança aprovado em lei distrital, construído com a comunidade e as famílias, com registro e comunicação à família.
Contato
Vamos construir isso juntos.
Famílias, escolas, redes públicas e parlamentares: escreva para conhecer a proposta, colaborar ou levar o piloto adiante.